Com apoio do BGCI Global Botanic Garden Fund, da Botanical Gardens Conservation International (BGCI) e da Aliança Brasileira de Jardins Botânicos, o projeto realizou ações inéditas na região, envolvendo conservação in situ e ex situ, produção de mudas, educação ambiental e integração entre instituições nacionais.
Ao longo das atividades, a equipe do JBMB realizou 88 expedições de campo, reunindo 428 horas de trabalho, resultando na coleta de mais de 252 kg de sementes. A iniciativa impulsionou uma rede colaborativa de conservação. Foram realizadas 21 remessas de sementes, totalizando mais de 18 kg enviados a seis jardins botânicos do Brasil e sete viveiros regionais, permitindo que outras instituições também utilizem o material genético nos seus programas de conservação e restauração. Foram coletadas ainda sementes de outras 26 espécies nativas da Mata Atlântica.
Em campo, a ação resultou no plantio de 1.365 mudas das espécies ameaçadas e na semeadura de 205 kg de sementes de palmeira-juçara em fragmentos florestais e áreas de restauração. A coleção científica do Jardim Botânico foi enriquecida com 195 novas mudas.
O projeto também contou com forte componente de educação ambiental. Foram realizados 11 eventos voltados à comunidade, envolvendo visitantes, estudantes, professores, funcionários públicos, produtores rurais, organizações não governamentais e voluntários. Ao todo, 310 pessoas participaram diretamente dessas atividades.
Segundo os biólogos Viviane Oliveira e Jonas Rangel, o projeto reforça a urgência da preservação da Mata Atlântica e evidencia o papel dos jardins botânicos como agentes de conservação da biodiversidade regional e brasileira.
O Projeto é uma realização da Prefeitura Municipal de Bauru e Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, por meio do Jardim Botânico Municipal de Bauru e tem o apoio do BGCI e do BGCI Global Botanic Garden Fund.

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