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sexta-feira, 22 de março de 2019

Jardim Botânico 25 anos: espécie de bromélias ameaçada de extinção é reproduzida no Jardim Botânico de Bauru

Além de possuir uma das mais belas áreas verdes da cidade, o Jardim Botânico Municipal de Bauru abriga em suas coleções mais de 240 plantas ameaçadas de extinção. São espécies de bromélias, orquídeas, palmeiras e árvores.

Vamos falar hoje sobre uma destas espécies: a Dyckia ibiramensis. 

  

Inflorescências de Dyckia

Planta adulta


Esta é uma bromélia endêmica do Brasil, que é considerada como uma espécie criticamente em perigo de extinção na Lista Vermelha da Flora do Brasil (MMA 2008). Isso indica que a espécie está enfrentando um risco extremamente elevado de extinção na natureza.


Ocorrendo exclusivamente na Mata Atlântica do Estado de Santa Catarina, as populações de Dyckia ibiramensis crescem naturalmente as margens do Rio Itajaí do Norte. Trata-se de uma planta que adapta-se às variações extremas das enchentes e vazantes, com hábitat superúmido durante as enchentes, variando para seco nos períodos de estiagem. A grande ameaça às populações naturais é o efeito da instalação de hidrelétricas na sua área de distribuição que resultou na submersão total (perda) de duas subpopulações.

Em 2013 o Jardim Botânico de Bauru recebeu a doação de indivíduos de Dyckia ibiramensis, clones de indivíduos coletados durante a construção das barragens da Hidroelétrica de Ibirama em Santa Catarina, ao longo do rio Itajaí do Norte.


Este ano um indivíduo floresceu, frutificou e produziu sementes. As sementes foram semeadas e germinaram recentemente. A ideia agora é, além de aumentar o número de indivíduos desta espécie na coleção do Jardim, também poder disponibilizar estas plantas a outros Jardins Botânicos comprometidos com a conservação de espécies ameaçadas. Isso reforça a importância e o compromisso dos Jardins Botânicos com a conservação da biodiversidade.

Plântula após a germinação



Autora do texto: Dra. Viviane Camila de Oliveira
Bióloga da Seção Coleções Vegetais do Jardim Botânico Municipal de Bauru

Referência:

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Instrução Normativa n. 6, de 23 de setembro de 2008. Espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção e com deficiência de dados, Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 24 set. 2008. Seção 1, p.75-83, 2008.

sexta-feira, 15 de março de 2019

A IMPORTÂNCIA DOS JARDINS BOTÂNICOS

No mês de aniversário do Jardim Botânico Municipal de Bauru vamos refletir sobre a importância dos Jardins Botânicos.

Quando pensamos em Jardim Botânico logo vem à mente um local tranquilo, excelente para o descanso e lazer diferenciado em família ou com os amigos, próximo à natureza. Quem não gosta de sentar-se à sombra de uma árvore, contemplar o céu, sentir o aroma das plantas, sentir-se parte integrante do ambiente natural, não é mesmo? Os Jardins Botânicos têm tudo isso e muito mais! O que muita gente não sabe é que a missão destas instituições vai muito além da exibição de plantas e lazer.


Os Jardins Botânicos têm papel de destaque na conservação da biodiversidade e na sensibilização do público sobre o valor dos recursos vegetais, integrando técnicas de conservação in situ (aquela em que as espécies são protegidas em seu próprio ambiente) e ex situ (quando as espécies são cultivadas fora de seu ambiente natural, em coleções). As plantas que compõem tais coleções são identificadas por especialistas, catalogadas e acompanhadas por todo seu ciclo de vida. Cada uma tem seu valor!


A pesquisa e a ciência também fazem parte do cotidiano dos jardins: podem ser produzidos trabalhos das áreas mais variadas da botânica. Alguns jardins possuem também Herbários, que são salas aclimatadas onde são mantidas exsicatas (amostras de plantas prensadas e secas em estufa, identificadas e catalogadas).


Um Jardim Botânico pode ser dividido em vários setores: viveiros para abrigar as coleções de plantas, viveiro para produção de mudas, local para receber plantas e sementes advindas de coletas, laboratórios, salas para envase e tratos culturais das plantas, área de visitação, reserva ambiental.


Não podemos esquecer também que os Jardins Botânicos são importantíssimos no desenvolvimento de atividades e programas de Educação Ambiental, incentivando a conservação da biodiversidade.


Cada Jardim tem sua vocação, sua missão! A missão do Jardim Botânico Municipal de Bauru é: promover a manutenção do patrimônio genético da flora brasileira com ênfase na flora regional, através da conservação integrada entre as reservas naturais (conservação in situ), coleções de plantas (conservação ex situ), educação, pesquisa e produção de mudas.


Autora do texto:
Dra. Viviane Camila de Oliveira
Bióloga da Seção de Coleções Vegetais do Jardim Botânico Municipal de Bauru

quinta-feira, 7 de março de 2019

Aniversário de 25 anos do Jardim Botânico Municipal de Bauru

Coleção de Pteridófitas vista da Praça Central.

Neste último dia 04 de março o Jardim Botânico Municipal de Bauru completou 25 anos de existência. Vários são os motivos para nós, colaboradores deste lugar maravilhoso, termos orgulho de nosso trabalho.

Embora pareça muito devido a uma série de conquistas durante esta trajetória, o Jardim é ainda novo perante os desafios futuros, novas metas e sonhos que ainda temos que alcançar. Ao longo desses anos realizamos trabalhos importantes nas áreas de conservação, educação, lazer, cultura e fomos palco de importantes trabalhos e pesquisa.

Bióloga em trabalho de campo
Cumprimos um papel primoroso na conservação de um importante remanescente de cerrado paulista e proporcionamos à população um contato direto com este ambiente. Importantes coleções vegetais e viveiros foram criados ampliando nosso compromisso com a conservação.

Os trabalhos de educação nasceram junto com o Botânico e já atenderam mais de 100 mil pessoas. Nestes anos criamos vários tipos de relações com as pessoas que nos visitaram e tornaram-se elementos importantes e um testemunho dos nossos trabalhos.

Alagados construídos e área para lazer
Acreditamos estar no caminho certo, construindo nossa história através do esforço de muitas mãos: do passado, do presente e do futuro.
Parabéns ao Jardim Botânico Municipal de Bauru pelos seus 25 anos de trabalho e conquistas!

Autor do Texto: Luiz Carlos de Almeida Neto
Diretor do Jardim Botânico Municipal de Bauru

Auditório ao ar livre e área para piqueniques.
Confira a seguir mais imagens do Jardim Botânico Municipal de Bauru:

Vigilância da reserva do Jardim Botânico
Vista parcial da reserva do Jardim Botânico
Viveiro de mudas - Reserva Técnica
Viveiro de produção de mudas
Jardim Medicinal Sensorial durante visita monitorada.
Vivência na área do arboreto
Família frequentadora do projeto "Um Canto no Botânico"
Vista parcial da Trilha Ecológica
Coleção de Bromélias
Coleção de Pteridófitas
Coleção de Plantas Aquáticas
Centro de Visitação
Centro de Visitação

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

BELAS E MISTERIOSAS: ALGUMAS CURIOSIDADES E DICAS SOBRE ORQUÍDEAS


Além de belas, as orquídeas são flores repletas de mistérios e segredos, principalmente em relação ao seu cultivo, as características de cada espécie. De fato as orquídeas têm particularidades, cuidados específicos, além de serem muito variadas. Mas é preciso cautela: nem tudo que se lê por aí é verdade. Fizemos uma pequena lista de dicas de cultivo destas plantas maravilhosas, que você pode conferir abaixo.


1) Orquídeas são parasitas. Mentira!

A maioria das orquídeas são epífitas, ou seja, vivem sob o tronco de árvores ou arbustos. Mas não são parasitas, pelo contrário, vivem em perfeita harmonia utilizando-as apenas como suporte. Suas raízes são capazes de retirar a água e os nutrientes de que necessitam do ambiente que as cercam.

2) Todas as orquídeas vivem em troncos de árvores? Nem todas!

Evolutivamente as orquídeas adaptaram-se a ambientes muito variados. De fato a maioria das espécies de orquídeas são epífitas, ou seja, vivem sob o tronco de árvores ou arbustos, mas também há orquídeas que vivem no solo (terrícolas) ou sob rochas (rupícolas).
No cultivo, para não errar é necessário buscar conhecimento sobre a espécie cultivada e o seu hábito (como a espécie ocorre preferencialmente em seu ambiente natural). Muitas preferem troncos de árvores, mas é possível cultivar com sucesso em vasos.


3) Orquídeas precisam de muita água? Depende...

Se a orquídea estiver num vaso, o ideal é observar antes de regar: coloque os dedos no substrato, se estiver seco, regue! Nada de falta ou excesso de água. Cuidado, o excesso de água, principalmente na região das raízes de plantas cultivadas em vasos é prejudicial e pode causar o apodrecimento delas.
A quantidade de rega dependerá de vários fatores, tais como o tipo de substrato, se a planta está num vaso ou outro tipo de suporte, do ambiente em que está alocada, das condições ambientais.


4) Existe orquídea azul? Não!

A coloração azul é rara no reino vegetal, sendo assim, não existe orquídea com flores naturalmente azuis. Algumas espécies de orquídeas, como as Vandas, podem ter flores com coloração púrpura bem próxima do azul. Mas a Phalaenopsis, que é a espécie de orquídea que frequentemente encontramos com flores azuis a venda, não produz flores naturalmente azuis.
Existem corantes orgânicos capazes de colorir artificialmente as flores de orquídeas. Mas quando estas plantas florescerem novamente, as flores serão brancas.


5) Todas as orquídeas têm flores coloridas e vistosas? Nem todas!

A maioria das orquídeas exploradas comercialmente têm flores bem grandes, vistosas e das mais variadas cores. No entanto, a família conta com mais de 25 mil espécies e uma enorme variedades de formas, tamanhos e cores de flores.
Existem orquídeas, por exemplo, com flores verdes (quase da cor das folhas), de odor não agradável, de tamanho muito pequeno, formatos bem esquisitos. Estas podem passar desapercebidas ou não serem apreciadas pela maioria das pessoas.


6) Só existe um tipo de orquídea? Nem pensar!

Como já dissemos acima, a família Orchidaceae conta com mais de 25 mil espécies e uma enorme variedades de formas, tamanhos e cores de flores. Elas ocorrem nos mais variados ambientes, com diferentes hábitos, em vários continentes e inúmeros países.






Autora do Texto: Dra. Viviane C. de Oliveira
Bióloga da Seção Coleções Vegetais do Jardim Botânico Municipal de Bauru

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

PEQUENAS NOTÁVEIS: a beleza das mini e micro-orquídeas





Verdadeiras joias em miniaturas, as mini e micro-orquídeas esbanjam beleza e delicadeza. Algumas possuem flores tão pequenas que somente podem ser vistas em detalhe com o auxílio de uma lupa.





Não existem parâmetros rígidos ou científicos para classificar uma planta como mini ou micro-orquídea. Em geral as mini-orquídeas são plantas pequenas, mas de flores grandes em relação ao seu porte, enquanto as micro-orquídeas são aquelas com porte bastante reduzido e que possuem flores com menos de 1 cm de diâmetro.




    


A variação na coloração, formato e conjunto das flores é impressionante: algumas têm flores únicas, outras em hastes menores que as folhas, com hastes sobre as folhas, com hastes altas...





Dentre os gêneros de miniorquídeas podemos citar: MasdevalliaMaxillaria e algumas espécies de Oncidium. Já entre as micro-orquídeas são alguns exemplos de gêneros: Pleurothallis, Anathallis e Octomeria.






Aqui em nosso Jardim, além dos gêneros citados, temos duas espécies de micro-orquídeas que merecem destaque pela beleza e por que estão ameaçadas de extinção: Constantia cipoensis e Isabelia virginalis.


Autora: Dra. Viviane C. de Oliveira
Bióloga da Seção Coleções Vegetais do Jardim Botânico Municipal de Bauru