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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

BELAS E MISTERIOSAS: ALGUMAS CURIOSIDADES E DICAS SOBRE ORQUÍDEAS


Além de belas, as orquídeas são flores repletas de mistérios e segredos, principalmente em relação ao seu cultivo, as características de cada espécie. De fato as orquídeas têm particularidades, cuidados específicos, além de serem muito variadas. Mas é preciso cautela: nem tudo que se lê por aí é verdade. Fizemos uma pequena lista de dicas de cultivo destas plantas maravilhosas, que você pode conferir abaixo.


1) Orquídeas são parasitas. Mentira!

A maioria das orquídeas são epífitas, ou seja, vivem sob o tronco de árvores ou arbustos. Mas não são parasitas, pelo contrário, vivem em perfeita harmonia utilizando-as apenas como suporte. Suas raízes são capazes de retirar a água e os nutrientes de que necessitam do ambiente que as cercam.

2) Todas as orquídeas vivem em troncos de árvores? Nem todas!

Evolutivamente as orquídeas adaptaram-se a ambientes muito variados. De fato a maioria das espécies de orquídeas são epífitas, ou seja, vivem sob o tronco de árvores ou arbustos, mas também há orquídeas que vivem no solo (terrícolas) ou sob rochas (rupícolas).
No cultivo, para não errar é necessário buscar conhecimento sobre a espécie cultivada e o seu hábito (como a espécie ocorre preferencialmente em seu ambiente natural). Muitas preferem troncos de árvores, mas é possível cultivar com sucesso em vasos.


3) Orquídeas precisam de muita água? Depende...

Se a orquídea estiver num vaso, o ideal é observar antes de regar: coloque os dedos no substrato, se estiver seco, regue! Nada de falta ou excesso de água. Cuidado, o excesso de água, principalmente na região das raízes de plantas cultivadas em vasos é prejudicial e pode causar o apodrecimento delas.
A quantidade de rega dependerá de vários fatores, tais como o tipo de substrato, se a planta está num vaso ou outro tipo de suporte, do ambiente em que está alocada, das condições ambientais.


4) Existe orquídea azul? Não!

A coloração azul é rara no reino vegetal, sendo assim, não existe orquídea com flores naturalmente azuis. Algumas espécies de orquídeas, como as Vandas, podem ter flores com coloração púrpura bem próxima do azul. Mas a Phalaenopsis, que é a espécie de orquídea que frequentemente encontramos com flores azuis a venda, não produz flores naturalmente azuis.
Existem corantes orgânicos capazes de colorir artificialmente as flores de orquídeas. Mas quando estas plantas florescerem novamente, as flores serão brancas.


5) Todas as orquídeas têm flores coloridas e vistosas? Nem todas!

A maioria das orquídeas exploradas comercialmente têm flores bem grandes, vistosas e das mais variadas cores. No entanto, a família conta com mais de 25 mil espécies e uma enorme variedades de formas, tamanhos e cores de flores.
Existem orquídeas, por exemplo, com flores verdes (quase da cor das folhas), de odor não agradável, de tamanho muito pequeno, formatos bem esquisitos. Estas podem passar desapercebidas ou não serem apreciadas pela maioria das pessoas.


6) Só existe um tipo de orquídea? Nem pensar!

Como já dissemos acima, a família Orchidaceae conta com mais de 25 mil espécies e uma enorme variedades de formas, tamanhos e cores de flores. Elas ocorrem nos mais variados ambientes, com diferentes hábitos, em vários continentes e inúmeros países.






Autora do Texto: Dra. Viviane C. de Oliveira
Bióloga da Seção Coleções Vegetais do Jardim Botânico Municipal de Bauru

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

PEQUENAS NOTÁVEIS: a beleza das mini e micro-orquídeas





Verdadeiras joias em miniaturas, as mini e micro-orquídeas esbanjam beleza e delicadeza. Algumas possuem flores tão pequenas que somente podem ser vistas em detalhe com o auxílio de uma lupa.





Não existem parâmetros rígidos ou científicos para classificar uma planta como mini ou micro-orquídea. Em geral as mini-orquídeas são plantas pequenas, mas de flores grandes em relação ao seu porte, enquanto as micro-orquídeas são aquelas com porte bastante reduzido e que possuem flores com menos de 1 cm de diâmetro.




    


A variação na coloração, formato e conjunto das flores é impressionante: algumas têm flores únicas, outras em hastes menores que as folhas, com hastes sobre as folhas, com hastes altas...





Dentre os gêneros de miniorquídeas podemos citar: MasdevalliaMaxillaria e algumas espécies de Oncidium. Já entre as micro-orquídeas são alguns exemplos de gêneros: Pleurothallis, Anathallis e Octomeria.






Aqui em nosso Jardim, além dos gêneros citados, temos duas espécies de micro-orquídeas que merecem destaque pela beleza e por que estão ameaçadas de extinção: Constantia cipoensis e Isabelia virginalis.


Autora: Dra. Viviane C. de Oliveira
Bióloga da Seção Coleções Vegetais do Jardim Botânico Municipal de Bauru

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

SIM, NÓS TEMOS FLORES!



As bromélias são plantas populares no mundo todo. Pertencentes a família Bromeliaceae, são mais de 3.300 espécies distribuídas quase exclusivamente na faixa tropical das Américas. O Brasil é um dos maiores centros de diversidade de bromélias: estima-se que 70% dos gêneros de bromélias ocorram no país, especialmente na região sudeste






















A floração das bromélias ocorre apenas uma vez na vida da planta, depois disso, ela frequentemente dá um broto que irá substituí-la. As cores, os formatos e a arquitetura das inflorescências são extremamente variados, muitas vezes apresentando também brácteas vistosas e de coloração vibrante. Algumas espécies apresentam fragrância que pode ser sentida a distância. A floração ocorre principalmente em função da idade da planta e das condições ambientais ao longo do ano.



























As folhas também são um espetáculo à parte! Podem ser verdes, amarelas-ouro, arroxeadas, zebradas, com máculas, distribuídas em roseta ou mais amplas! Tudo depende não somente da espécie mas também de onde está plantada.




Para quem vem ao Jardim Botânico, tente observar essas diferenças entre as espécies e deslumbre-se com a beleza das bromélias de nossa coleção.


Fotos: Fátima Sandrin

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

NOVA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA: 25 ANOS DE JARDIM BOTÂNICO

Neste mês de fevereiro estamos com uma nova exposição fotográfica no Centro de Visitação denominada “25 ANOS DE JARDIM BOTÂNICO”.


Esta exposição, a primeira de 2019, foi realizada em comemoração aos 25 anos de existência do Jardim Botânico Municipal de Bauru e apresenta momentos importantes do nosso Jardim Botânico ao longo desses anos. As fotos apresentadas fazem parte do acervo fotográfico da instituição


A exposição está disponível ao público de fevereiro a abril no Centro de Visitação do Jardim Botânico Municipal de Bauru, todos os dias, das 8h às 16h.
Endereço: Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, Km 232, entrada pelo estacionamento do Zoológico Municipal.


Um pouco da história

Criado em março de 1994, o Jardim Botânico Municipal de Bauru (JBMB) completa, no dia 04 de março 25 anos de história. A área do Jardim Botânico compreende parte das antigas terras da Fazenda Vargem Limpa, que pertencia à Felicíssimo Antônio Pereira, no final do século XIX. A área da fazenda foi adquirida pelo município para servir para a captação de água, o que ocorreu até a década de 1940. Em 1987 parte desta área foi destinada à criação do Parque Ecológico de Bauru, que em 1994 foi transformado em Jardim Botânico Municipal de Bauru, uma instituição voltada à conservação das plantas. Ao longo destes anos nosso Jardim Botânico cresceu e se desenvolveu graças ao trabalho de seus funcionários, gestores e apoiadores.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

25 ANOS DE JARDIM BOTÂNICO: O QUE HAVIA ANTES DO JARDIM BOTÂNICO?


Neste ano de 2019 o Jardim Botânico Municipal de Bauru completa 25 anos. Em comemoração a este momento especial teremos muitas novidades para vocês. Acompanhem nosso face e blog!

Começaremos com uma série mensal de postagens sobre a história do Jardim Botânico Municipal de Bauru, que completou 25 anos de idade. Mas o que havia antes do Jardim Botânico? Como era o uso da área antes?

HISTÓRICO DO USO DA ÁREA ONDE HOJE ESTÁ LOCALIZADO O JARDIM BOTÂNICO MUNICIPAL DE BAURU

Nas primeiras décadas do século XX, a necessidade de ampliar e melhorar o abastecimento de água na cidade levou o município de Bauru a adquirir uma área de 1.040 hectares de uma grande propriedade rural, denominada Fazenda Vargem Limpa, pertencente à Felicíssimo Antônio Pereira. A escolha deste local fundamentou-se na presença de uma vasta vegetação nativa, que protegia as nascentes do córrego Vargem Limpa, considerado na época, fonte de água abundante e livre de poluentes.

Em 1917 começou a ser implantado o sistema de captação de água no córrego Vargem Limpa, que forneceu água para a cidade de Bauru até 1940.



Com o crescimento da cidade e o aumento na demanda de água, houve a necessidade da transferência da captação para o rio Batalha. O município então passa a possuir uma ampla área de vegetação nativa sem nenhuma finalidade específica.

Com o movimento ambientalista fortalecendo-se no Brasil nas décadas de 1970 e 1980, iniciou-se a delimitação de diversas áreas naturais destinadas à conservação e visitação. Desta forma, em 09 de agosto de 1979, a Prefeitura Municipal de Bauru deu início ao processo de criação do Parque Ecológico de Bauru, com a elaboração da Planta de Localização e do Memorial Descritivo de 201,5 hectares.

Em 1987, a Lei Municipal nº 2.790 de 17 de dezembro institui o Parque Ecológico de Bauru. A criação do parque teve como objetivo a conservação da vegetação, como uma forma de proteger a flora e fauna locais. A área era propícia para a realização de pesquisas científicas e para a visitação pública, possibilitando, assim a utilização dos benefícios da existência desta ampla área natural pela comunidade bauruense.

Em 14 de setembro de 1988, a lei nº 2872 denominou o local como Parque Ecológico Tenri Cidade-Irmã. A escolha do nome foi decorrente da influência da imigração japonesa em Bauru e, em homenagem à cidade japonesa Tenri. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Bauru apontava o parque Tenri como um dos maiores parques municipais do Brasil que, com uma densa cobertura vegetal, conserva até hoje, espécies raras ou inexistentes em outras regiões do estado.


A criação do parque se justificou pela preservação e proteção da flora e da fauna regionais. O local era propício para estudos e pesquisas científicas, assim como a participação da comunidade, por meio de visitas e atividades de escotismo, em um processo de afirmação da consciência ecológica na comunidade. A utilização da área para pesquisas científicas nas áreas da botânica, ecologia e zoologia também contribuiu para reafirmar a importância do parque como área de proteção ambiental.

Em 25 de agosto de 1992, a lei nº 3.480 ampliou a área do Parque para 321,71 hectares. Foram iniciados os trabalhos de estruturação como: abertura de trilhas, implantação de um viveiro de mudas nativas, elaboração de projetos de recomposição de áreas degradadas e estruturação da sede administrativa para o atendimento aos visitantes. Neste mesmo período inicia-se o plantio das primeiras mudas de árvores.

Em 1993, com a construção do orquidário, os trabalhos começaram a ser direcionados para atividades de conservação ligadas aos Jardins Botânicos.




No mês que vem falaremos da criação do Jardim Botânico em comemoração ao seu aniversário. Não percam!